Tem Um Fantasma no Meu Banheiro - Ane Braga

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Prepara-te Minas - Mozart Hamilton Bueno


Como jornalista e literata que sou, não pude deixar de render homenagem a tão bela obra.
Apreciem sem moderação!


Nascedouro da nacionalidade, berço da liberdade e sacrário dos valores eternos, minha Minas Gerais não ficará silente nem deserdará seus filhos neste momento tenebroso por que passa o Brasil.


Nuvens negras já despontam no horizonte da Pátria com vistas a turvar e demolir a nossa democracia penosamente construída.


Homens inescrupulosos, impatrióticos e vendilhões se apoderaram do poder em todos os níveis e nele pretendem se perpetuar, impondo-nos ideologia e regime político alienígenas, incompatíveis com nossa tradição, nossas aspirações e com a nossa história.


Estes se espelham no decadente facínora Fidel Castro, nos inconcebíveis regimes ditos bolivariano, da Venezuela, e nos mais sanguinários ditadores do mundo.


Aspiram se eternizarem no poder mediante o covarde silêncio do Congresso Nacional e da recente decisão do STF no escandaloso caso de corrupção denominado "mensalão".


O povo, em boa parte analfabeta, carente e dependente das tais bolsas compra votos (bolsa família, bolsa gás, bolsa escola, bolsa prostituta, etc...) não vislumbra, por absoluta incapacidade de discernir, o perigo que se avizinha.


Já perdemos nossa identidade cívica, social e moral e, não demorará perderemos a liberdade caso prossigamos nesta trilha maldita de corrupção e cinismo implantada pelo PT comandado por Lula.


É revoltante assistir a presidente empunhando entusiasticamente a bandeira cubana ao lado do ditador ilhéu; congressistas ostentando nas paredes de seus gabinetes a foto do sanguinário Che Guevara e o presidente da Câmara a afrontar em momento solene o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do STF.


Avulta-se, com desenvoltura nunca vista, o aparelhamento do Estado, a compra de parlamentares, o sucateamento das Forças Armadas, o manietar da Polícia Federal e pior, o silêncio complacente das instituições, especialmente dos Ministérios Público Federal e Estaduais e a leniência de boa parte do Judiciário além do andar paquidérmico dos processos.


Os políticos, por seu turno, perderam a hombridade e se quedam em covarde passividade diante destes descalabros. Não há oposição para combater tantos desmandos; nenhuma voz se alteia contra este estado de coisas, no Congresso submisso.


Empréstimos secretos são feitos a ditaduras; dívidas de países governados por ditadores são perdoadas sem que a opinião pública brasileira seja consultada; investimentos milionários são feitos em Cuba sob o suspeito crivo de "secretos"; igualmente "secretos" e suspeitos são os gastos com cartões corporativos, as viagens da secretária do ex-presidente e as despesas com viagens internacionais, enquanto ministérios inúteis foram criados para arrebanhar cúmplices neste nefasto aparelhamento do estado petista.


Não há uma ação sequer do governo petista que seja clara e induvidosa. Sobre todas pairam suspeitas e inexplicável silêncio dos governantes.


O Supremo Tribunal Federal, salvo as notórias exceções, hoje mais ainda realçadas, resvalou para o julgamento de conveniência e já não há um cidadão que lhe renda o devido respeito.


As Forças Armadas - silentes por enquanto- se submetem a inaceitável e proposital sucateamento e ainda são humilhadas pela unilateral Comissão da Verdade.


Nossas fronteiras, deliberadamente escancaradas ao narcotráfico, ao contrabando e ao descaminho, às FARC e aos médicos cubanos, são indícios de que estamos perdendo nossa soberania e o controle do que se passa em nosso território.


Adicionem-se a este quadro nebuloso da nacionalidade as suspeitas demarcações de terras indígenas, a desenvoltura do MST, (este claramente estimulado e financiado pelo Planalto) e tem-se o caldo da desobediência civil, do atrito entre irmãos e do caos social.


A violência urbana, já incontrolável, domina todas as comunidades do país; as drogas já escravizam milhões de brasileiros e, segundo consta, já passa de um milhão a coorte de menores zumbis que vaga pelas cidades, dependentes que são do "crack".





Saúde pública vergonhosa, ensino público sofrível, segurança pública nenhuma.


Direitos humanos só para transgressores da lei em inaceitável inversão de valores.





No malsinado governo Goulart, no qual as ameaças foram muito mais tímidas Minas Gerais se levantou e espantou o fantasma que nos rondava.


Na verdade, o Brasil é hoje, apesar da sua grandiosidade, país satélite das diminutas (em todos os sentidos) republiquetas sul-americanas.


Pergunto então: onde está a Maçonaria?


Onde estão as comunidades religiosas?


Onde estão os Clubes de Serviço apologistas das liberdades? Onde estão os homens de bem deste país? Onde estão as forças vivas da comunidade brasileira? Onde está a imprensa?


Estão fingindo nada ver e nada ouvir e fazendo cara de paisagem diante da borrasca político/social que se avizinha.


Creio e espero que agora, se necessário for, Minas novamente se levantará contra o caudilhismo e o comunismo que aí estão à vista e já avizinhados, para honrar a tradição de liberdade que naquelas montanhas é cultuada desde os primórdios da colônia.


Se assim for, estimarei ser convocado e serei um entusiasmado voluntário.





Se o outro nome de Minas é Liberdade como acentuou Tancredo Neves, ela, a Liberdade, daquelas montanhas jamais se arredará.


Tenho fé.


Mozart Hamilton Bueno*


*Juiz de Direito aposentado e Professor


sábado, 16 de agosto de 2014

Preparem os lenços de papel. Não me esqueça, meu amor - Hadara Fênix - vem aí!


Sim. Confesso. Chorei cântaros quando li em primeira mão o novo livro (ainda um boneco) da autora 
Hadara Fênix - Não me esqueça, meu amor.

O livro é a continuação da estória de Sandro (meu Apolo maravilhoso) e Liza, de Para sempre,Meu Amor - Biblioteca 24 horas .

Não vou contar o livro ainda,nem fazer uma resenha, mesmo por que o livro ainda não saiu, mas vou 
dar uma palhinha como quem não quer nada.

Liza, para quem ainda não sabe, é uma oncologista infantil que ama as crianças com todas as suas forças. Em busca de um melhor medicamento, acaba esbarrando em uma conspiração pra lá de perigosa de uma empresa do ramo farmacêutico.

O problema número 1 é que ela é pega por um dos bandidos enquanto fuça dados sigilosos da empresa e acaba sequestrada.

O problema número 2 é que ela acaba servindo de cobaia para um medicamento que promete multiplicar neurônios (células cerebrais), mas o remedinho tem um efeito colateral não muito legal.

O 3º problema é que ao fugir de seu cativeiro e andar por quilômetros a esmo,acaba desmaiando e é 
levada para um hospital onde seu irmão,Marcos e sua amiga Regiane (Para sempre, meu amor) a encontram.

O 4º problema, o pior de todos a meu ver, é quando Sandro vai até o hospital, corre para Liza, ela o olha e pergunta:"Quem é você"?

C A R A M BAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Dai pra frente a coisa fica frenética. 
A gente ri, fica revoltada, com medo, ansiosa, chora, volta a rir, fica brava, chora de novo, quase tem um infarto e....

Bom, vocês vão ter que ler para saber o desfecho desse que já é meu livro de cabeceira preferido.

Cheio de trilhas sonoras (cada música, menina) que vão embalar as cenas tristes, sensuais e cheias de romance.

Não me esqueça, meu amor - Hadara Fênix.
Em breve!


terça-feira, 29 de abril de 2014

Entrevista com a ilustradora Lady Viana

O mundo virtual tem me presenteado com boas descobertas. 
A mais recente é uma garota bonita de recentes 18 anos e com uma bagagem enorme.
Ela estuda Design de Modas nas Belas Artes, uma das mais bem conceituadas faculdades de moda do mundo.
Além disso, ela é fotógrafa, ilustradora, colorista, capista e conhece muito de programas que facilitam a vida de escritores, editores, jornalistas, supermercados, lojas de departamento e por aí vai.
Estou falando de programas como Photoshop, Corel, Indesign, Ilustrator e muitos outros.
Como não fosse suficiente, ela fez e faz inúmeros cursos, sejam eles de atualizações, um novo programa, ou idiomas.
Ufa! Com tanta correria assim, sobra tempo para diversão? Ela garante que sim. Adora ler, assistir a filmes com a família, sair, fotografar e viajar.
Saiba um pouco mais sobre essa bela e boa menina. 
Apresento a vocês, Lady Viana.



Literarte: Quando começou na área de ilustração?     

Comecei na área de ilustração por volta de 2011, quando tinha 15 anos. Na ocasião, a escritora Ane Braga precisou de um criador de arte para sua livraria, a Livraria Palavras e Vozes, ela me chamou imediatamente para auxiliá-la. Foi dali para sempre na área de criação.

Literarte: Como você descobriu essa aptidão para arte?

 Sempre gostei de arte, e lia Maurício de Souza todos os dias durante a infância. Quando cresci um pouco mais, descobri Victoria Francés, uma artista espanhola incrível, Ana Paula Guaratini (pameleca) – e a partir daí, muitos outros ilustradores. Uma paixão que cresceu a cada dia, e que sempre me deixava com gostinho de “quero mais”. Meus pais sempre me incentivaram e apoiaram, o que é um grande diferencial para alguém que decide seguir a vida com arte, e não com as tradicionais áreas e mercados de trabalho.

Literarte: Qual foi seu primeiro trabalho?

Meu primeiro trabalho foi uma capa de livro (Winter).



Literarte: E o trabalho mais recente?

 O mais recente foi Aurora, para a Ane Braga.





Literarte: Qual sua fonte de inspiração, de motivação? O que fez com que chegasse ao momento atual?

 Quando eu era bem pequena, mudava bastante de casa. Em uma dessas, fui morar no interior do interior de São Paulo, numa casa bem grande com um quintal intrigante e uma edícula onde eu guardava meus brinquedos. Como havia acabado de chegar, brincava sozinha – com as minhocas da terra, rosadas, algumas brancas. Eu competia com elas pela terra, como uma guerra medieval (???) e imaginava histórias. Infelizmente, elas venceram. Mas o fato é: a partir dali eu comecei a imaginar histórias. E história é o elemento essencial para minhas criações. Eu sempre desenhei, fosse no papel, na tela, na parede (meus pais apoiavam, o que é incrível). Naquele mesmo ano, meus pais me colocaram num curso de pintura em tela. Já fiz cursos diversos, mais do que me lembro. De história da arte, de artes plásticas, de desenho, de pintura digital, de pintura de HQ, de photoshop, corel... Entre outros.

Literarte: Qual sua dica para quem quer entrar nessa área e não sabe por onde começar?

 Minha dica: divulgação, estudo e muito trabalho. Divulgue-se, mostre-se, converse, seja sociável. Aceite dicas e dê dicas. Estude muito – nunca pare, nunca desista e nunca (isso é o mais importante), NUNCA coloque obstáculos no seu caminho. Tudo é possível. E pratique, trabalhe, ame o que faz, porque só assim a carreira vai para frente.

Literarte: Qual a parte mais difícil na vida de um designer/ilustrador/capista/artista?

 O aspecto mais difícil, sem dúvida, é ser reconhecido. Isso é um desafio para todos, até para os grandes. É sempre necessário inovar, e se inovou, a expectativa já está alta para a próxima criação. Criar-se e recriar-se faz com que o artista seja conhecido, e continue em alta. Isso é um grande desafio.

Literarte: Você gosta de ler? Qual sua média de livros por mês?

Ler...é absolutamente adorável! Eu costumo ler uns 3 livros ao mesmo tempo, e a maioria são livros técnicos. No momento, estou focando só no “Pesquisa e Design”, de Simon Seivewright. É um ótimo livro.
                                                                                                                                                                *

Contate-a pelo e-mail: eysh2009@gmail.com ou pelo Facebook.

* A entrevista foi conduzida pela jornalista Rosana Piña equipe Universo Literarte.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Entrevista com o ilustrador Jonathas Côrrea Botelho - O JD


natas88's Profile Picture     
JONATHAS CÔRREA BOTELHO (JD)


Jonathas Côrrea Botelho, o JD, é um desses talentos natos que nos fazem retomar as belas coisas da vida, como a arte e a literatura, esquecendo-nos um pouco das mazelas da vida.
Poético? Pode até ser, mas quem teve contato com o que esse rapaz faz, acaba pensando em poesia - diz nossa querida Tati, ao visualizar o Deviantart do rapaz.

Para quem ainda não sabe, não conhece ou não ouviu falar, Deviantart é um local na rede onde artistas do mundo inteiro expõe seus trabalhos. Há verdadeiras obras de arte no site.

Falando em obra de arte, a capa do livro Contos das Terras Perdidas (Anderson Fontes) é um trabalho desse talentoso ilustrador.


O livro ainda não tem previsão de lançamento, mas a arte é de 2014 e foi feita com lápis HB, 2B, 6B e esfuminho com acabamento em cores no Photoshop CS5. Incrível!

Como dito anteriormente, JD gentilmente concedeu-nos uma entrevista. 
Abaixo a transcrição desse bate-papo.

 
JONATHAS CÔRREA BOTELHO (JD)

Revista:  Quando começou na sua área?

JD: Na área de freelancer eu aproximo no ano de 2005 trabalhando apenas com grafite sobre Canson, pinturas em paredes e anúncios comerciais; na área de hobby minha mãe sempre dizia que antes do Pré eu já amava um papel, lápis e canetinha.



Revista:  O que motivou você a dar início às suas atividades?
JD: Primeiramente o amor à arte; em seguida foram os elogios e mais ainda quando comecei a valorizar o meu trabalho.



Revista:  Recebeu alguma influência de amigos, família, profissionais da área?

JD: Sim, muitas. As pessoas sempre diziam/dizem que eu devia/devo trabalhar apenas com arte, mesmo quando eu tinha mais tempo pra arte e menos ferramentas. Hoje, com mais ferramentas e menos tempo, considero isso de certa forma irônico.



Revista: Qual foi seu primeiro trabalho?

JD: Nessa eu não me arriscaria a chutar. Há muito eu já fazia encomendas, como retratos de pessoas de diversos tamanhos em grafite, tirinhas pra jornais, anúncios em grandes letreiros em paredes e placas, enfim, apenas trabalhos tradicionais. Também a cerca de nove anos.



Revista: Qual foi o trabalho mais recente?

JD: O ultimo trabalho foi a capa do livro “Conto das Terras Perdidas”, escrito pelo meu amigo Anderson Fontes. Muito em breve podemos encontra-lo nas livrarias.



Revista: Como entrou nessa área? Fez algum curso? Qual(is)?

JD: Ainda não fiz nenhum curso, motivo de irritação pra algumas pessoas. Um dia quem sabe, eu consigo.



Revista: Qual sua dica para quem quer iniciar nessa área?

JD: Três palavras: Perseverança, paciência e amor.



Revista: Qual o aspecto mais difícil de sua área?

JD: Valorização do trabalho. Às vezes, mesmo levando muito tempo pra fazer pelo menos um sketch, o cliente acaba desistindo do trabalho e ainda questiona o valor. Sem contar as pessoas próximas que sempre pedem arte como se fosse um passe de mágica. O ponto forte do ilustrador deve ser criar estratégia pra prender o cliente, ou seja, mostrar se realmente ele quer sua arte, se ela será mesmo importante pro seu negócio suficiente pra mão de obra ser tão pequena se comparada ao lucro que terá.



Revista: Você gosta de ler? Costuma ler com qual frequência? Qual o último livro que você leu?

JD: Sim, muito! Leio sempre que posso, cerca de um livro por mês. Meu ultimo livro lido foi “A Maldição do Cigano” de Stephen King, o mestre do terror!



Revista:  Alguma colocação a mais para quem está começando na área de ilustração?

JD: Perseverar sempre, tanto nas próprias metas quanto na projeção de alguma arte pra algum cliente; Ter paciência, geralmente iniciar uma arte inspirado, com tranquilidade e num ambiente agradável; e ter sempre amor pelo seu trabalho, nunca praticar arte por obrigação, mesmo que não seja pra você.

Essa foi a entrevista com JD, o brilhante ilustrador que ainda não fez nenhum curso na área, mas é de um talento inspirador.

Para conhecer um pouco mais sobre seu trabalho, visite sua página no Deviantart:
http://natas88.deviantart.com/ 

Editoras e autores em geral podem encontrá-lo através de seu telefone:

Jonathas C. Botelho
(22) 9 9758-4088


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Jack Brandon - J.M. Saints



A maternidade estava consideravelmente cheia. Muitos a espera de que as enfermeiras saíssem de dentro das salas denominadas "cegonhas" para lhes dar uma boa notícia. Mas havia uma mulher de aparência sagaz que estava se comprimindo para que seu filho saísse de dentro de si. Ela gritava muito, tão alto que todos quase pediriam para que ela calasse a boca.

O pai legítimo estava andando de um lado para o outro. Ele estava desesperado e inquieto. Não sabia se sentava ou ficava em pé, ele queria ver seu filho o mais rápido possível [...]

O Trecho acima faz parte do prólogo de Jack Brando (J.M. Saints) .

O livro traz a estória de Marcos, as dúvidas, o constrangimento da nova escola e como Eduardo o ajuda a se encaixar no novo ambiente, principalmente após Marcos ter salvado a vida de um garoto de sua sala de aula.

As coisas parecem fluir, até que Jack Brandon aparece em cena e a vida dos garotos começa a mudar.

Jack Brandon de J.M. Saints promete ser um daqueles livros intensos, que capturam nossa atenção desde o começo e está disponível para leitura na Bookess.

Boa leitura!

Eu Sou - Ana Maria MArques



De fazer mistério
Não gosto de chorar ausência
O vermelho-paixão é meu exílio .

Gosto de saber
O que está além das aparências
Não importo se vou sofrer .

O afeto em mim costuma ser de verdade
Transborda com toda intensidade .

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Manual para entender as mulheres (Só para relaxar) - retirado do Facebook

Ai, ai a criatividade humana...


Hoje é tempo de ser feliz - Padre Fábio de Melo



A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a ideia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.

Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos ou deixamos plantar em nós será plantação que poderá ser vista de longe…

Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que “debaixo do céu há um tempo para cada coisa!”
Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!
Infelicidade, talvez seja o contrário.
O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes… Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, sementes de hoje, frutos de amanhã!

Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas.
Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores…
Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa.
Cuidado com os amores passageiros… eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam…
Cuidado com os invasores do seu corpo… eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem…
Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar… eles costumam lhe fazer esquecer que você vale a pena…

Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí… elas costumam estragar o nosso referencial da verdade…
Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos… elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.
Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.

Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz.
Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar e o que amar nessa vida.
Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito…
A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta “que os sonhos não envelhecem…”

Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.
Deus resolveu reformar o mundo e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.
Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar… (?)

O Gato - Ane Braga





O gato sorrateiro observa o rato
Fareja o dia inteiro, fuça tachos

O gato eloquente, superior de fato
Diverte-se com a cena, elabora um ato

Aproxima-se de mansinho do pequeno rato
Oferece a ele um queijo farto

O rato ressabiado não dá trela ao gato
Corre para sua toca e se aconchega em trapos

O gato matreiro não se dá por vencido
Do rato quer muito ser só um "amigo"

O rato hesitante começa a matutar
Um gato de estipe querendo me ajudar?

O gato sedutor tem lábia de doutor
Do rato afaga o ego, estimula seu esplendor

O rato seduzido não percebe o perigo
Aproxima-se do queijo que embriaga- lhe os sentidos

O gato trapaceiro tem o sorriso expandido
O rato está agora muito mais que iludido

Olhasse naquele momento e sem pensar teria fugido
Mal começa morder o queijo
Bem depressa é comido

O Gato - Ane Braga
Imagem: Elo7

Resenha - Preconceito Linguístico ( Marcos Bagno) - Cláudia Hashimoto Figueiredo Cerqueira



Marcos Bagno, mineiro de Cataguases, é autor de livros infantis, juvenis e, além disso, já escreveu um livro de contos, A invenção das horas, ganhador do IV Prêmio Bienal Nestlé de Literatura em 1988. Em o Preconceito Lingüístico – O que é, como se faz - publicado em 1999 pela editora Loyola, Bagno traz uma discussão sobre as implicações sociais da língua. Ele já havia discutido em seu livro A língua de Eulália, Novela Sociolingüísticaa forma preconceituosa com que a língua é tratada na escola e na sociedade e, no Preconceito Lingüístico, retoma essa discussão.

Na edição mais atual de seu livro (15ª), encontrei algumas modificações significativas em comparação com a primeira edição. Segundo o autor, essas mudanças devem-se à vontade de manter o livro sempre atualizado, sintonizado com a evolução e a maneira de ver as coisas; com as críticas, sugestões e comentários que o trabalho recebe. Dentre as mudanças, destaco o acréscimo de um capítulo final - O Preconceito contra a lingüística e os lingüistas, o anexo de uma carta de Bagno à Revista Veja, e a história da capa do livro.

Bagno recusa a noção simplista que separa o uso da língua em " certo" e " errado" , dedicando-se a uma pesquisa mais profunda e refinada dos fenômenos do português falado e escrito no Brasil.

Ao mesmo tempo, convida o leitor a fazer um passeio pela mitologia do preconceito lingüístico, a fim de combater esse preconceito no nosso dia-a-dia, na atividade pedagógica de professores em geral e, particularmente, de professores de língua portuguesa. Para isso. O autor analisa oito mitos inseridos no primeiro capítulo do livro A mitologia do preconceito lingüístico.

No Mito nº 1 – A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente, em que o autor fala da diversidade do português falado no Brasil e destaca a importância de as escolas e todas as demais instituições voltadas para a educação e a cultura abandonarem esse mito da unidade do português no Brasil e passarem a reconhecer a verdadeira diversidade lingüística de nosso país Qualquer manifestação lingüística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito lingüístico, " errada" , como Bagno discute no Mito nº 4 – As pessoas sem instrução falam tudo errado.

No Mito nº 2 – Brasileiro não sabe português / Só em Portugal se fala bem português, o autor faz uma longa análise levando em conta a história desses dois países e desmistifica mais esse preconceito. Quanto ao ensino do português no Brasil, questão também abordada no Mito nº 3 - Português é muito difícil, o problema é que as regras gramaticais consideradas " certas" são aquelas usadas em Portugal, e como o ensino de língua sempre se baseou na norma gramatical portuguesa, as regras que aprendemos na escola, em boa parte não correspondem à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil. Por isso achamos que português é uma língua difícil. O mito no. 4, Brasileiro não sabe português afeta o ensino da língua estrangeira, pois é comum escutar professores dizer: os alunos já não sabem português, imagine se vão conseguir aprender outra língua, fazendo a velha confusão entre a língua e a gramática normativa.

Bagno, no Mito nº 5 – O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão, diz ser este um mito sem nenhuma fundamentação científica, uma vez que nenhuma variedade, nacional, regional ou local seja intrinsecamente " melhor" , " mais pura" , " mais bonita" , " mais correta" do que outra.

Mais um preconceito analisado é a tendência muito forte, no ensino da língua, de obrigar o aluno a pronunciar " do jeito que se escreve" , como se fosse a única maneira de falar português, Mito nº 6 – O certo é falar assim porque se escreve assim.

Mito nº 7 – É preciso saber gramática para falar e escrever bem. Segundo o autor, é difícil encontrar alguém que não concorde com esse mito. Que se invalida, entre outras razões, pelo simples fato de que se fosse verdade, todos os gramáticos seriam grandes escritores, e os bons escritores seriam especialistas em gramática. A gramática, na visão do autor, passou a ser um instrumento de poder e de controle.

O último Mito – O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social, que fecha o circuito mitológico, tem muito a ver com o primeiro, pois ambos tocam em sérias questões sociais. Bagno diz que o domínio da norma culta nada vai adiantar a uma pessoa que não tenha seus direitos de cidadão reconhecidos plenamente e que não basta ensinar a norma culta a uma criança pobre para que ela " suba na vida" Precisa haver um reconhecimento da variação lingüística, porque segundo o autor, o mero domínio da norma culta não é uma fórmula mágica que, de um momento para outro, vai resolver todos os problemas de um indivíduo carente.

No capítulo II O círculo vicioso do preconceito lingüístico, o autor explica que os mitos analisados no capítulo I são perpetuados em nossa sociedade por um mecanismo de círculo vicioso do preconceito lingüístico e demonstra como o procedimento de muitos profissionais colabora para a manutenção da prática de exclusão.

No Capítulo III A desconstrução do preconceito lingüístico Bagno discute a ruptura do circuito vicioso do preconceito lingüístico, afirmando que a norma culta é reservada, por questões de ordem política, econômicas, sociais e culturais, a poucas pessoas no Brasil.

Discute, por exemplo, a mudança de atitude do professor que deve refletir-se na não-aceitação de dogmas, na adoção de uma nova postura (crítica) em relação a seu próprio objeto de trabalho: a norma culta. Essa mudança, do ponto de vista teórico, poderia ser simbolizada numa troca de sílabas: ao invés de rePEtir alguma coisa,o professor deveria reFLEtir sobre ela.

Neste mesmo capítulo o autor discorre sobre o que é ensinar o português; o que é erro; a paranóia ortográfica (procurar imediatamente erros na produção de um aluno). Reconhece que o preconceito lingüístico está aí, firme e forte, e que mudanças só acontecerão quando houver uma transformação radical do tipo de sociedade em que estamos inseridos.

No último capítulo ( IV) O preconceito contra a lingüística e os lingüistas, Bagno discute o ensino da gramática tradicional. Sua crítica diz respeito aos conceitos da gramática tradicional, estabelecidos há mais de 2.300 anos. Levanta novamente a questão das mudanças, reconhecendo que o novo assusta, subverte as certezas e compromete as estruturas de poder e dominação há muito vigentes.


Resenha - Preconceito lingüístico (Marcos Bagno)

BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Bailarina - Hull de la Fuente






Ha 

tanta 
leveza


Nos
saltos
firmeza


Da 
moça 
tigresa.

Fonte: Página do Autor no Recanto das Letras




25ª Edição Concurso de Contos Paulo Leminski



CONCURSO DE CONTOS PAULO LEMINSKI


O Concurso de Contos Paulo Leminski, teve seu início em 1989, é um evento anual, promovido pela Prefeitura Municipal de Toledo, através da Secretaria de Educação - Biblioteca Pública Municipal e Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Toledo. O Concurso de Contos surgiu com o objetivo de estimular e divulgar a literatura local, mas desde seu início, estendeu-se para outros estados e há muito, extrapolou as fronteiras do nosso Brasil.

Na 24ª edição de 2013 do concurso, inscreveram-se 612 contos, provenientes de vários Estados do País, como Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e 17 contos do exterior: Japão, França, Portugal, Itália, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos e Argentina. Destacamos que no decorrer das 24 edições do concurso recebemos um total de 10.414 contos inscritos.

Em primeiro lugar queremos agradecer a todos os inscritos nessas 24 edições do Concurso de Contos Paulo Leminski pela participação, demonstrando assim, confiabilidade neste Concurso que já tem raízes muito profundas. E hoje, o Concurso de Contos Paulo Leminski oferece um painel muito representativo do que se escreve atualmente em nosso país e está entre os maiores concursos literários no gênero “Conto Nacional”.

Agradecemos aos milhares de escritores que ao longo dessas 24 edições, enviaram seus trabalhos, acreditando que a literatura é possível, tornando-se assim os verdadeiros protagonistas do Concurso. Contamos com sua participação em mais esta 25ª edição.





25º CONCURSO DE CONTOS PAULO LEMINSKI - 2014

Este evento literário é uma atividade promovida e realizada em parceria entre UNIOESTE /Campus de Toledo e Prefeitura Municipal de Toledo, através Biblioteca Pública Municipal – Centro Cultural Oscar Silva, na Avenida Tiradentes, 1165.

CRONOGRAMA

Inscrição dos contos: de 11/04/2014 a 31/07/2014

Reunião Final da Comissão Julgadora: 30/08/14

Premiação e lançamento da 5ª Coletânea de Contos Premiados: 26/09/14

INFORMAÇÕES:

Unioeste - Campus de Toledo – PR – (045) 3379-7091

Biblioteca Pública Municipal – (45) 3252-6225e 3055 8790

Correio Eletrônico: biblioteca@toledo.pr.gov.br

concursopauloleminski@toledo.pr.gov.br





REGULAMENTO DO CONCURSO



1.O Concurso se destina a todas as pessoas interessadas; e cada concorrente poderá participar com apenas um trabalho que ainda não tenha sido premiado em outro concurso ou já publicado em livros, coletâneas ou revistas. O tema é livre e a inscrição gratuita.

2.Consideram-se inscritas as obras entregues sob protocolo ou enviadas pelos correios (com registro A.R.), endereçadas à Biblioteca Pública Municipal de Toledo ou à Unioeste - Campus de Toledo, Paraná, aos seguintes endereços:

2.1 Biblioteca Pública Municipal de Toledo Av. Tiradentes, 1165 CEP:85900-230 - Toledo - PR.

2.2 Unioeste–Campusde Toledo - Fone: (045) 3379-7000; R. 3379-7091 Rua da Faculdade, 645 CEP.: 85903 000 CAIXA POSTAL 320 Toledo/PR



3. O conto deverá ser apresentado em 01 (uma) via, escrito em língua portuguesa ou espanhola, digitado em espaço 1,5(um e meio), com fonte Arial, tamanho 11 (onze), podendo ser impresso na frente e verso do papel -mas em sequência - e obedecer a um limite máximo de 20 páginas.

4. Deverá constar, no interior do envelope que contém aobra, outro envelope menor (lacrado), contendo em seu interior uma folha na qual constem: o título do conto, nome do autor e seu pseudônimo correspondente, telefones,RG, e-mail e grau de instrução. No entanto, na parte externa desse pequeno envelope, deverão constar apenas o pseudônimo do autor e o título do conto a ser inscrito no concurso. Portanto, em nenhuma das folhas impressas do conto enviado para o concurso pode constar o nome de seu autor ou tampouco o seu pseudônimo pode fazer uma referência implícita ao seu nome. Caso isso ocorra, o trabalho será excluído do concurso.

NOTA:Por exigência das Agências dos Correios,no envelope maior deverá constar o nome do remetente; mas isso não implicará na quebra de sigilo, posto que a comissão que realiza a leitura apenas recebe os contos, identificados apenas com o pseudônimo de seu autor.

5.A Comissão Julgadora será composta por oito membros de reconhecido nível intelectual e acadêmico, sendo sua decisão soberana e irrecorrível.O número de integrantes dessa comissão, no entanto, poderá variar, dependendo do número de obras inscritas no evento.

6.Premiação:

- Primeiro prêmio: R$ 2.500,00 - (Dois mil e quinhentos reais);

- Segundo prêmio: R$ 1.800,00 - (Um mil e oitocentos reais);

- Terceiro prêmio: R$ 1.500,00 - (Um mil e quinhentosreais);

-Melhor Conto Toledano: R$ 1.000,00 - (Um mil reais);

NOTA: A eventual premiação de um conto que já tenha sido premiado em outro concurso implicará na obrigatoriedade de devolução do prêmio pelo respectivo candidato. E contos com indícios de plágio serão automaticamente excluídos do concurso.

7.A relação dos contos classificados para premiação e os indicados com menções honrosas será publicada nos órgãos de imprensa da região e nos portais web das instituições promotoras do concurso. Posteriormente, a cada período de cinco anos, os contos serão publicados sob forma de coletânea, reunindo os contos premiados e os que tenham recebido menções honrosas. Por ocasião de seu lançamento, os respectivos autores receberão um determinado número de volumes em seu domicílio, no endereço por eles fornecido. Na última coletânea, 4ª, foram publicados trabalhos do 16º ao 19º evento; e na 5ª, constarão os da 20ª à 24ª edição do concurso, prevista para ser lançada juntamente com a premiação da 25ª edição do evento.

7.1 Os contos premiados consideram-se propriedade da Unioeste e Prefeitura Municipal de Toledo - Biblioteca Pública Municipal, entidades realizadoras do Concurso de Contos Paulo Leminski, para finalidade de publicação da Coletânea de Contos; e aqueles que tenham recebido menções honrosas serão incluídos nessa coletânea mediante cessão de direitos por seus respectivos autores, por meio de documento legal, no caso de que se viabilize uma edição com a finalidade de venda para subsídio e auto sustentação do próprio concurso.

7.2 O produto de uma potencial venda das coletâneas será depositado na conta da Fundação Universitária – Unioeste, mediante acordo com essa entidade; ou na conta da Associação dos Amigos daBiblioteca Pública Municipal de Toledo PR - cujo fundo se destinará exclusivamente para cobertura dos custos de divulgação, comissão julgadora e premiação das subsequentes edições do Concurso de Contos Paulo Leminski.

8.O resultado do concurso será divulgado na imprensa e na Internet, nos portais oficiais das instituições promotoras do evento, a seguir:

http://www.unioeste.br/leminskie/ou http://www.toledo.pr.gov.br

9.Para a devolução dos contos, as despesas de postagem serão de responsabilidade do solicitante, devendo para tanto enviar envelope já selado, constando nele os dados do destinatário. O conto estará à disposição de seu autor após a divulgação do resultado do concurso por um período de 30 (trinta) dias; e, após este prazo, eles serão incinerados.

10.O encaminhamento dos trabalhos na forma prevista neste regulamento implica na concordância com as disposições nele consignadas.





PREMIAÇÃO DO 24º CONCURSO (2013):



1º Lugar: “A estranha”, de Robson Rosário Curvêlo, de Praia Grande (SP);

2º Lugar: “Lalena, os sapatos e os ovos”, de José Humberto da S. Henriques, de Uberaba(MG);

3º Lugar: “O atirador de facas”,de Carlos Bruni Fernandes, de São Paulo (SP);

Melhor Conto Toledano:“Aquele sorriso”, de Valdinei José Arboleya.





Menções Honrosas:

(por ordem alfabética)





Amarildo de Souza(Divinópolis–MG). Conto “A mulher que fabricava anjos”;

Bethânia Pires Amaro (Salvador – BA. Conto:“Leões e gazelas”;

Celso Cláudio Carneiro (Goiânia – GO). Conto:“Ãnfora, Âncora e Minâncora”;

Edileuza Bezerra de Lima Longo (São Paulo – SP). Conto: “Com as mãos vazias”;

Euler Lopes Teles (Barra dos Coqueiros – SE). Conto: “Cauê”;

Márcia Maria Carini, (São Paulo–SP). Conto: “O barbeiro”.







Toledo, 10 de abril de 2014.

A coordenação do CC. Paulo Leminski.





domingo, 13 de abril de 2014

Resenha do Livro Para Sempre, Meu Amor - Hadara Fênix






Li esse livro em duas horas! Ele é muito gostoso de ler, é engraçado, é super, mais super sexy.
Vou contar um pouquinho para vocês:
Regiane é uma moça tímida, bonita, inteligente e que tem um segredo bastante interessante, que obviamente não vou contar para vocês.
Ela sai do interior de São Paulo, uma cidadezinha chamada Ibitinga, e consegue emprego numa grande empresa do ramo de vinhos chamada Martins-Ortega.
A mãe dela é uma V@D!A, com o perdão da palavra e a irmã mais velha é meio pilantra.
Regiane, logo no primeiro dia de trabalho, encontra Marcus Ortega, o neto M - A - R - A - V - I - L - H - O - S - O do dono da empresa,mas um nem olha na cara do outro. Ela, por pura timidez; ele, por não estar com bom humor no momento, por causa da deprê do avô. Notinha: Essa deprê do Ortega avô tem a ver com o segredo de Regiane. POTZ!
Mas Regiane não é a única mocinha do livro e o fabuloso Marcus Ortega também não é o único deus grego. Tem também Liz e Sandro.

Liz é uma peça.
Médica, ela está sempre envolvida em eventos beneficentes em prol das criancinhas com câncer.
Apesar de ser sócia da Martins-Ortega e irmã de Marcus, Liz prefere agir somente em caso de necessidade, o que acontece com a chegada de Regiane.

Agora, um pouco sobre o M A G N I F I C O Sandro.

Sandro teve um lance no passado com Liz, mas o relacionamento deles foi pro vinagre graças à ridícula da ex-noiva dele.
Liz se mandou sem olhar para trás e Sandro passou a literalmente caçá-la e devo dizer...Que caçada!
Sandro faz a gente ter vontade de coisas inusitadas...Ui!

Vale a pena ler.

O livro é daqueles que a gente guarda para reler depois várias e várias vezes.




Onde você encontra?


Boa leitura!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Vitória - Lady Viana




Veja que linda prosa
Veja como as linhas são tortuosas
Veja como é lindo sentir
Esse belo poema

Quis introduzir Vitória, de Lady Viana, com algo poético e suave. Esse poema-prosa é mais que uma prosa
poética. É arte.

Deliciem-se.

   " Selos e cartões no piano. Vidro do vaso no chão. As flores estão secas. A água manchou o carpete. A cortina rasgou. Janela estava aberta. Bateu e fechou. As notas estão desafinadas. Há ratos no porão. Uma das velas apagou. As outras estão derretidas. O frio entrou pela porta da frente. O tapete está dobrado. A madeira está carcomida. O tabaco acabou. O ópio também. Há ócio, porém.
                O brioche apodreceu. O queijo está no ponto. O vinho fermentou. A rolha caiu no chão. Rolou. Passou pela mesa. Passou pela cadeira. Passou pelas escadas. Parou na parede. A taça suja ao chão. Ainda inteira, possui rachaduras.
                A janela da cozinha, parcialmente aberta. Parcialmente consertada. Parcialmente de madeira. Sem vidro. Sem cacos. Sem pedaços. A parede, com frestas. A pia entupida. A pia encardida. Também carcomida. Pedra partida.
                Sa...pa...ti...nhos no chão. Cabem na minha mão. O caminho com pegadas. A trilha está errada. A cadeira pregada ao chão. Pequena decepção. Sa-pa-tinhos. Na minha mão.
                Há um bonnet rasgado no mancebo. Outrora tratado com zelo. Caixas com sebo. Janelas fechadas. Há medo!...
                A noite já foi embora, acalme-se agora. A luz do dia está por vir...
                Pode dormir."


Lady Viana

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Folha seca, Folha Afogada - Um belo conto de Ane Braga


Eu particularmente amo de paixão a escritora Ane Braga. Sim, já disse isso diversas vezes.
Mas como não amar de paixão alguém que, ao escrever, coloca a alma entre os dedos e cada grama de emoção nas linhas escritas?
Visitei a página dela no Facebook. Está linda. A página e a autora.
Ane Braga é uma daquelas pessoas que possuem uma luz própria e iluminam tudo e todos  a sua volta e reafirmo: ainda vou entrevistá-la.

O conto Folha seca, folha afogada (imagem acima) é um exemplo da escrita dessa talentosa autora.
Foi publicado pelo primeira vez na coletânea Novo Milênio de Literatura (2011) e consegui trazê-lo como e-book e postar aqui no blog.
Quem quiser lê-lo, basta clicar na capa (lado direito na página inicial do blog) e ser direcionado para a Bookess, onde o livro está hospedado, ou clicar aqui.

O conto é gratuito e vale muito a pena.

Quando tiver mais novidades sobre a autora, compartilho com vocês. Afinal, tudo que é bom precisa ser compartilhado.




Samira – outono de 1975 – Degustação - Plínio Camilo



Era enfeitiçado pela Samira.

Vidrado desde que leu um poema de Malba Tahan no dias dos professores.

Edgard tinha tentando namorar com ela. Tomou um fora do tamanho da Arábia.

Negrãozinho nem começou dar o plá e levou um alaúde no meio dos olhos!

Eu, gamado, fazia cara de esfiha e ficava de longe moitando.

Até que a Ivone fez a mumunha: Samira gostava de mim!!

Logo depois no bailinho da Ana Paula, pedi para dançar com ela.

Ela aceitou!!

Depois da segunda lenta, sussurrei sobre um namoro nosso.

Ela, firme, disse que ia pensar.

— Quando?

— Amanhã.

… e na tarde seguinte estávamos andando de mãos dadas pelo bairro.

Foram mais de quatro meses de namoro na sala, conversas boas e muitas bitoquinhas. Kibes no lanche da tarde.

Mais de quatro meses de festinhas, musicas lentas, samba rock e abraços no portão. Dança do ventre.

Mais de quatro meses de mãos dadas, dois beijos de linguá e uma leve passada de mão nos peitinhos. Tombak


Ela ficou caidinha.

Eu, apaixonado.

Mas a turma exigiu a execução

— Menina de família, não dá.

— Você viu o pai dela?

— Grande mas não é dois.

— Não vou.

— Você não é homem?

— Sou.

— Duvido!

— Sou …

— Duvido!!!

— Sou, mas …

— Prove.


Fui obrigado aplicar o babado federal.


Dias cabreiro. Não falava nada. Só ela.

Outros ficava grilado. Apenas gemia.

— Que foi meu halawi?

— Num sei se você me ama mesmo!

— Como?

— Num sei…



A milonga foi lançada

— Preciso de uma prova do seu amor por mim.

— Que prova, meu basbusa de leite condensado?

— Você sabe: a prova.


Mais alguns dias fingindo encafifado até que ela cedeu.

Deu. Capotei na varanda. Desflorei a margarida. Comi a Samira !!!

— Ela era cabaço, minha gente!!!!!

— Num falei??



Emborquei muito a Samira. Tirei todos os tampos. Na casa dela, nos fundos, atrás da escola, na rua, na chuva e na casa de praia de um tio dela.

Eu estava enamorado pela Samira

Ela gostava da nossa quizumba.

Eu suspirava.

Ela sempre dizia que eu tinha a lâmpada mágica.


Domingo depois da salada de grão de bico e pimentões verdes, do kibe cru e do bazin com carne e quiabo, Samira desvendou seu esquema: ficaríamos noivos depois do colegial. Terminado o meu tiro de guerra, a gente ia casar, com lua de mel em Campos do Jordão. Moraríamos em uma casinha que o pai dela tinha na rua de baixo e eu trabalharia na loja de tecidos do tio dela.

Fiquei grilado. Não gostei. Falei na fuça dela!

— Não.

— Por que?

— Porque não!!

Ela chorou. Pediu desculpas. Disse para eu esquecer as nossas mil e uma noites de felicidades.


Dias sem nenhuma bitoquinha.

Dias sem nenhum abraço.

Dias sem mãos dadas.

Cedi.

Comecei a pensar diferente. Até era legal! Era isto: vou me casar!


Contei feliz para a patota.

— Biruta?

— Não!

— Tonto?

— Não …

— Bundão?

— Não, mas …

— Vamos dar um jeito nisto, já!



Minha tarefa era me atrasar no sagrado encontro de sábado

— Inventa!

— O que??

— Vó ou mãe doente, pronto.


Fui devagar para a casa da Samira. Macambúzio. Sem vontade. Nó nas tripas.

Deparei com ela conversando com o Edgard na varanda. Os dois muito perto. Juntinho. Quase beijando.

Relaxei os ombros.

Respirei curto várias vezes.

Desarrumei a camisa e gritei.

— Me traindo?????

Ela pulou. Gritei mais alto, o pai dela não ouviu.

— Sua traidora!!! Dando uns amassos, nele?

Saiu pai, mãe e um primo tonto que estava lá.

— Mín heda?

— Meu senhor, ela estava beijando ele!

Samira chorava.

Edgard fazia cara de coalhada.

Eu bufava.

Os pais perguntaram se era verdade.

— Não nunca …

— Bem … um pouco …

— Como um pouco?

— Ela que quis me beijar …

Bastou para o pai meter um tabule na cara dela. Voou no tapete.

A mãe chorava e me pedia desculpas.

O primo ria baixinho.

— Habib? — dizia ela para mim, enquanto era arrastada para dentro

— Perdoar eu posso perdoar … mas esquecer nunca.

Saí dali e fui comemorar com a turma

Joguei muito pebolim e bilhar.

Ganhei na cacheta e o truco.

Depois me arrependi sozinho no meu quarto.

Nunca mais consegui passar em frente a uma loja de tecidos sem chorar!


Retirado do Blog Coração Peludo .
Para acessar o texto diretamente do site original, clic aqui.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Romance na terceira idade - Joaos Silva


HÁ DOIS ANOS ENCONTREI
ALGUÉM QUE COMPRAVA PÃO
QUE PERGUNTOU O MEU NOME
EU RESPONDI :SOU JOÃO

NO INÍCIO ELA PENSOU
QUE EU ESTAVA MENTINDO
MOSTREI-LHE A IDENTIDADE
MESMO ELA NÃO ME PEDINDO

APÓS VER A IDENTIDADE
MUITO ACANHADA SORRIU
E FOI LOGO PERGUNTANDO
O MEU ESTADO CIVÍL

DEPOIS QUE EU DISSSE O MEU NOME
FOI A VEZ DE EU PERGUNTAR
E ELA RESPONDEU-ME :
EU SOU ELZA ESCOBAR

JÁ QUE NOS CONHECEMOS
NÃO VAMOS FICAR AQUI EM PÉ
POR QUE, VOCÊ NÃO ME CONVIDA
PARA TOMAR UM CAFÉ ?

EU ACREDITO EM VOCÊ
DE VOCÊ NÃO TENHO MEDO
MAS PRA TOMAR UM CAFÉ
AINDA É MUITO CEDO

QUANDO CHEGA DA IGREJA
ELA SUSSURRA EM MEU OUVIDO :
JOÃOZINHO JÁ CHEGUEI
VEM TOMAR CAFÉ COMIGO !

EU SINTO-ME ORGULHOSO
QUANDO OUÇO ELA DIZER :
DOS HOMENS QUE JÁ TIVE
O NÚMERO UM É VOCÊ.

Esse belo poema de Joaos Silva (Joaos mesmo) pode ser lido direto da página do autor e a bela imagem foi retirada do Relacionamento cotidiano .